sexta-feira, 8 de agosto de 2014

FELIZ DIA DOS PAIS!


EU, O CAMELÔ E O UMBIGO DO BRASIL

"EU, O CAMELÔ E O UMBIGO DO BRASIL" 

Este ano tirei umas férias e fui ao paraíso, pelo menos esse é um dos meus paraísos que sonho. E no meio da viagem, paramos na fronteira do Panamá com a Costa Rica. Pense em um camelódromo enorme. Muito menor, confesso, que a 25 de março em São Paulo, mas seguindo aquela mesma linha: podemos encontrar coisas que realmente valem a pena ou sermos surpreendidos por produtos de qualidade duvidosa, até mesmo porque a pirataria é uma prática global.

Depois de rodar e observar as “lojas”, paro em frente a uma barraca, sim uma barraca, que vendia mochilas. E começo a observar o que acontece em volta. O dono da barraca que estou em frente está em uma negociação com um casal tipicamente ”estrangeiro” – pelo biotipo e pelas características das roupas devia ser europeu. E aí a linguagem da negociação e da apresentação do produto ocorre em inglês. Confesso que não em um inglês clássico, mas em um inglês que ambas as partes conversam, tiram as suas dúvidas por uns 10 minutos.

O casal ao sair, me vem uma curiosidade que não pude evitar, e me aproximo do camelô para conversar. Logicamente quando falo que sou brasileiro a postura muda. Brasileiro sempre puxa para a “esculhambação” e libertinagem - tudo bem que somos simpáticos, mas tem limites. Após o papo de mulher, futebol e algumas coisas irrelevantes eu começo a fazer algumas perguntas.

Acho que por isso que faço o que faço profissionalmente, adoro ouvir histórias e estórias. Minha equipe às vezes me diz que demoro nas minhas entrevistas, mas quando uma conversa é interessante sigo em frente. Mas, voltando ao ponto pergunto:

Meu amigo, tenho notado que todo mundo aqui na Costa Rica, ou a sua grande maioria, não importa sua classe social ou formação se comunica em inglês, e bem. A formação escolar de vocês é baseada no inglês? Faz parte essa formação em inglês?

Ele me responde:

- Não, não temos nenhuma formação em inglês, eu não fiz escola particular, nem tampouco minha família tinha condições de me preparar. Tenho a formação básica. Mas, sabe qual é o problema do Brasil? Vocês são grandes demais. Vocês não se importam nem sabem o que está acontecendo aqui na América Latina e Central, nem no mundo. Eu tenho que falar inglês para sobreviver, eu negocio com o mundo. O mundo vem aqui de férias e eu tenho que negociar com eles. Preciso falar para sobreviver!

Não vou aqui discutir a questão política e o posicionamento dele, mas a mensagem e a percepção ficaram claras: não estamos e nem nos preparamos para negociar com o mundo. Com a finada Copa do Mundo do Brasil e acompanhando as “preparações” do Governo junto à população geral de cursos de inglês com foco para vendedoras de acarajé, prostitutas e taxistas.

Nas salas de aula a grande maioria dos alunos de graduação e pós-graduação, pelo menos aqui em Salvador, sem medo de errar mais de 90% não tem nem o inglês intermediário-avançado. Não concorremos mais com o vizinho (de rua, de bairro, de cidade, de estado, do país), concorremos com o mundo! E não estamos nos preparando para isso. Cada vez mais estamos olhando somente para o nosso umbigo. É um umbigo grande, mas estamos perdendo enormes oportunidades em todas as cadeias produtivas que você possa imaginar.

Antes que eu me esqueça, ele vendeu as mochilas!

And at happy hour today, think about as you can be more attentive to the global market. It is not enough know only about drinks names. And take a penny more, because you must pay the taxi back to his house, because if you drink, do not drive! A big hug and never give up your dreams!* Marcio Lopes




Obs.: Marcio Lopes, sócio e diretor da Organiza - Consultoria de Gestão Empresarial www,organiza-ba.com.br) , e da Paulo Lopes Desenvolvimento Pessoal e Empresarial www.paulolopesdpe.com.br . Headhunter, Consultor, Coach Profissional e Palestrante. Este artigo teve divulgação no site Gente e Mercado & Comercial ( http://www.genteemercado.com.br/uma-noite-de-silencio/  e no Jornal Tribuna da Bahia, quinzenalmente às sextas-feiras.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

UMA NOITE DE SILÊNCIO

UMA NOITE DE SILÊNCIO

Se eu pedir para você me falar qual seria o seu carro dos sonhos ? Seu destino de viagem mágico ? Sua casa imaginada ? O que faria se ganhasse na mega sena acumulada ? Todos temos uma resposta ou um sonho. Mesmo que distante ou ainda embaçado pela falta de objetividade ou até mesmo por achar impossível de realizar, mas mesmo assim temos sempre algo em mente.

Todo profissional de marketing sonha em fazer uma campanha mágica que marque toda uma vida. Seja de sutã (Valisere) ou de chuveiro (Duchas Corona). Todo empreendedor sonha em oferecer um produto mágico que encante a todos e assegure uma confiança a ele. Alguém ai pode me dizer alguma coisa realmente ruim da Nestlé? Mas, poucos conseguem. Ou conseguem por um período e depois sucumbem.

Costumo sempre perguntar em projetos de Coaching, aos profissionais que auxilio,  onde seria a empresa dos sonhos, aquela que você gostaria de trabalhar, aquele que valeria a pena dedicar ou até mesmo entregar uma parte da sua energia vital para passar preciosas horas do seu dia/vida. E confesso que ainda me impressiona o número de respostas, seguramente mais de 80% dizem a mesma coisa. A mesma companhia.

Admiram a sua trajetória, a sua cultura e acima de tudo algumas características que seu fundador e hoje os que estão nela pregam. Tais como: valorização da sua capacidade técnica, busca por tecnologias de qualquer espécie, autonomia sob o que está responsável, reconhecimento profissional-pessoal-financeiro, constante desafios, um ambiente de meritocracia e com possibilidades de movimentações (horizontais e verticais). Também é um fato que não é um mar de rosas, nem um ambiente bucólico. É um ambiente agressivo sim, agressivo e competitivo como o mundo que vivemos e que é da natureza do homem.
Sabe qual é essa empresa? Sim, é a Odebrecht ! E esta semana perdemos o seu maior exemplo, a sua referência viva e acima de tudo um ícone do empresariado global. Sim, Norberto Odebrecht conseguiu expandir a sua TEO (tecnologia) para os quatro cantos do mundo.

Em um livro dele, me lembro da uma passagem que ele menciona que o empresário tem uma missão. Tem que equilibrar o lado mercenário (lucro) e o messiânico (sonho) e trazer pessoas juntas e alinhadas neste projeto. E sempre se preocupar com a educação, a formação de pessoas e lideres.
Interessante, esta semana, nas redes sociais e nas rodas de amigos, empresários, as pessoas comentarem que mesmo aqueles que não se relacionaram e viveram diretamente com ele, mas que trocaram um simples bom dia, fizeram questão de mencionar que trocaram um simples bom dia. O quanto devem em termos pessoais e profissionais a sua passagem pela Odebrecht.


E hoje troque o happy hour, fique um pouco mais instrospecto, pesquise um pouco mais sobre a trajetória deste exemplo e assimile as lições bem dadas. Até mesmo por que você pode estar saboreando algum produto vindo desta organização. Ao pesquisar você vai encontrar os livros: - De que Necessitamos – Pontos de Referência – o Essencial em Pontos de Referência – Sobrevivar, Crescer e Perpetuar – Educação pelo Trabalho – Influenciar e Ser Influenciado. Espere antes de decidir a sua próxima especialização ou dedicação de tempo e “devore” todos esses exemplares. Você será um melhor profissional e cidadão. E não faça um minuto, mas uma noite se silêncio em homenagem a essa figura. Vá em paz Norberto. 

Um grande abraço, sucesso e nunca desista dos seus sonhos.



Obs.: meus artigos são divulgados quinzenalmente às sextas-feiras no site Gente & Mercado (http://www.genteemercado.com.br/uma-noite-de-silencio/) e no Jornal Tribuna da Bahia.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

“A simplicidade é a sofisticação máxima”!

“A simplicidade é a sofisticação máxima”!

Lendo um material esta semana me deparo com esta frase, que segundo dizem é de autoria de Leonardo da Vinci. Vou atribuir a ele, pois faz sentido à sua obra, mas como todas as frases temos que ficar meio que atentos à sua origem. Enfim, vamos em frente. 

Como Consultor e Professor, sou prazerosamente forçado a ler muitas coisas. Testar muitas ferramentas. Pesquisar, criticar, analisar e acima de tudo confrontar. Até mesmo porque o mercado pede e os clientes em determinados momentos “valorizam” e “reconhecem” isso como um diferencial.

Neste mundo globalizado, competitivo, conectado e midiático a tendência a nos sentirmos obsoletos e ultrapassados tem uma validade. Essa sensação chega em intervalos cada vez menores ou mais rápidos, dependendo do prisma que você olhe. Software, hardware, moda, tendências, músicas, ferramentas de gestão, tecnologias, relacionamentos passaram a um patamar de exigência e volatilidade assustadora. Além da expectativa de perfeição mágica.  E estou preocupado, incomodado e acima de tudo bastante reflexivo sobre isso. Ou quem sabe já estou ficando obsoleto aos 42 anos?

Em um ambiente corporativo precisamos de que, por exemplo ? Informações, análises, estratégias, relacionamentos, fluxos, confiabilidade.............e podemos elencar aqui uma “penca” de outras palavras bonitas e impositivas, mas no fundo o que o ambiente empresarial espera é resultado! Pesquisa a diferença entre eficiência e eficácia, por exemplo.

E tome “guela” abaixo tecnologias com os ERP´s, com planilhas dinâmicas, com fluxos tridimensionais, softwares lindos, técnicas revolucionárias e criativas para lidar com o básico! Sim, com o básico! E por deixarmos de fazer o básico atribuímos a responsabilidade ou a irresponsabilidade a uma série de fatores e condicionante, menos ao principal: a nós mesmos!

De que adianta as melhores ferramentas de gestão, as apresentações mais impactantes e revolucionárias se falta paixão às coisas? De que adianta preencher planilhas e digitar dados se não geram resultados significativos? Mecanizamos e maquiamos tudo! A essência está se perdendo.

Que segmentação é essa, por exemplo, de profissionais especializados em Businesses Inteligence ou Inteligência de Mercado ? São mais inteligentes do que eu e você, por exemplo ?

Lembro que há anos atrás eu olhava o balançar das folhas de uma amendoeira e uns coqueiros perto da minha casa para arriscar e confesso que com um índice de acerto grande como estaria o mar. Na dúvida dava umas 2 ligações e pronto, o surf estava garantido. Hoje me pego olhando e analisando 3 sites, direção e velocidade do vento, fotos, postagens. E confesso, surfando menos do que antes. Mas, sem me gabar, meu índice de acerto sobre o clima ainda é alto (rs), porém tive que buscar outras referências, o coqueiro e a amendoeira não existem mais.

Quer entender mais de gestão e melhores resultados? Busque os clássicos. Busque a simplicidade, pois template bonito e impactante pode não gerar entrega, venda e resultado  significativo. Maquiagem se tira com água e sabão. Vamos ser mais simples e gerar resultados. Diminuindo essa perda de tempo com as coisas no meio do caminho que no final não são valorizadas.


E no happy hour vá na certeza do trivial, no simples tira gosto que possa ser que aquele prato com nome bonito e aparência classuda, não mate a sua fome totalmente. E vamos torcer para as blitz do álcool voltarem! Um grande abraço e nunca desista dos seus sonhos!



* Marcio Lopes

Obs.: Marcio Lopes, sócio e diretor da Organiza - Consultoria de Gestão Empresarial (http://www.organiza-ba.com.br ), e da Paulo Lopes Desenvolvimento Pessoal e Empresarial (http://www.paulolopesdpe.com.br). Headhunter, Consultor, Coach Profissional e Palestrante. Este artigo teve divulgação no site Gente e Mercado & Comercial (http://www.genteemercado.com.br/categoria/colunistas/marcio-lopes/) e no Jornal Tribuna da Bahia, quinzenalmente às sextas-feiras.


sexta-feira, 11 de abril de 2014

SUPERVISOR FINANCEIRO - SALVADOR (BA)


SUPERVISOR FINANCEIRO  – SALVADOR (BA)

Nosso cliente é uma das mais tradicionais empresas de Construção Civil da Bahia. Tem atuação não só regionalmente, como também em projetos por todo o Brasil. Segmentada em Unidades de Negócio, esta posição é para a Unidade de Incorporação Imobiliária.

Este profissional se reportará às Diretorias Administrativa-Financeira e Comercial. Terá sob sua responsabilidade toda a área de finanças da Unidade de Incorporação Imobiliária.

O profissional terá como missão gerenciar toda a área financeira desta Unidade de Negócio,  garantindo a aplicação das políticas da empresa, bem como a confiabilidade das informações gerenciais sob sua responsabilidade.

Domínio e vivência em empresas do segmento específico definido serão consideradas como diferencial. O conhecimento de todo o fluxo de atividades referentes desde a abertura do canteiro de obras, o trâmite legal e comercial do processo de vendas, bem como o gerenciamento das atividades do dia a dia são o básico exigidos para esta posição.

É fundamental experiência e conhecimento do SGI, SMS, SGN além de sólidos conhecimentos nas áreas Financeira, Contábil e de Informática.

Deverá também ter mobilidade para eventuais viagens dentro do território nacional.


Maiores informações entrar em contato com Neusa Tachard e/ou Lorena Barbosa através dos telefones (71) 3342 3900 ou (71) 9115 6445. Enviar email em PDF para contratacao@organiza-ba.com.br.

A ORGANIZA – CONSULTORIA DE GESTÃO EMPRESARIAL ( www.organiza-ba.com.br) , empresa com 37 anos de atuação no mercado, com foco em Executive Search para posições de Diretoria , Alta e Média Gerência.